sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Regional Norte 1 reúne bispos em encontro realizado na Diocese do Alto Solimões



Os bispos da arquidiocese, dioceses e prelazias que compõem o Regional Norte 1 – Amazonas e Roraima, estiveram reunidos de 5 a 8 de fevereiro, no município de Tabatinga, em um encontro para convivência, estreitar laços, partilha, rever os encaminhamentos da última assembleia ocorrida em setembro de 2017, e discutir algumas ações futuras tendo em vista o Sínodo da Amazônia convocado para outubro de 2019, além de promover uma animação para servir mais a Igreja na Amazônia.

“Nós bispos do Regional Norte 1 – Amazonas e Roraima temos o costume de a cada ano nos reunirmos em uma das dioceses ou prelazias e este ano estivemos em Tabatinga, cidade sede da Diocese do Alto Solimões. O encontro teve como objetivo a nossa convivência, a partilha da nossa vida e de nossa missão, rever os encaminhamentos da última assembleia do regional e olhar um pouco para o futuro, tendo em vista a convocação que fez o Papa Francisco para o Sínodo da Amazônia que acontecerá em outubro de 2019”, afirmou Dom Mário Antônio, bispo de Roraima e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.



No dia 7, os bispos visitaram a cidade de Puerto Nariño, na Colômbia, onde celebraram a Santa Missa. Depois houve visita ao Lago Tarapoto e à catedral de Leticia.

Do encontro participaram os bispos da Arquidiocese de Manaus; das dioceses de Parintins, Alto Solimões, São Gabriel da Cachoeira, Roraima, Coari; e das prelazias Borba, Tefé e Itacoatiara.


Fotos: Dom Marcos Piatek

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cardeal Dom Odilo realiza visita missionária na Diocese do Alto Solimões

A Diocese do Alto Solimões recebeu a visita missionária do Cardeal Dom Odilo Pedro Sherer, que no período de 9 a 18 de janeiro de 2018 esteve conhecendo a realidade do interior do Amazonas e os desafios e urgências desta diocese.


Confira o artigo escrito pelo cardeal e publicado no  O SÃO PAULO e no site da Arquidiocese de São Paulo.

Visita à Igreja na Amazônia

A Amazônia está no foco das atenções missionárias da Igreja Católica e já era tempo que isso acontecesse de maneira mais efetiva! Há algumas décadas, a CNBB desenvolve programas de ajuda missionária das dioceses do centro-sul do Brasil com as da região amazônica. O Projeto Igrejas-Irmãs já rendeu muita ajuda fraterna entre as dioceses. O Regional Sul 1 da CNBB (Estado de São Paulo) também leva avante um programa de ajuda com o Regional Norte 1 (Amazonas e Roraima).


A Conferência Episcopal promove há alguns anos o Fundo Solidário, pelo qual todas as dioceses do Brasil lançam mensalmente o equivalente a 1% do seu arrecadado, em benefício das dioceses mais carentes do País, sobretudo do Norte e do Nordeste. Esse Fundo é destinado especificamente à formação do clero dessas dioceses.


Na CNBB, há uma Comissão Episcopal para a Amazônia, encarregada de acompanhar e apoiar mais efetivamente as dioceses da região amazônica. Atualmente, a Comissão está sob a presidência do Cardeal Dom Cláudio Hummes e desenvolve um trabalho importante. Após a Conferência de Aparecida, que deu um tratamento especial às Igreja na Amazônia, foi criada a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) para as dioceses, vicariatos apostólicos e prelazias da Amazônia, encarregada de apoiar e acompanhar essas Igrejas Particulares da região amazônica em todos os países que a compõem (Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e as Guianas).


O Papa Francisco convocou, recentemente, para a região amazônica, uma assembleia especial do Sínodo dos Bispos, a ser realizada em outubro de 2019. Na sua visita pastoral ao Peru, que está em curso por estes dias, o Papa já presidirá uma reunião preparatória de bispos da região numa cidade da Amazônia peruana.


Com o desejo de também estar mais próximo da Igreja na Amazônia, estou em visita a Dom Adolfo Zon Pereira, bispo da diocese de Alto Solimões, cuja sede fica em Tabatinga, na divisa com a Colômbia e o Peru. Criada inicialmente como prefeitura apostólica, já em 1910, e confiada aos Capuchinhos da Úmbria (Itália), a Diocese já teve duas sedes anteriores: em São Paulo de Olivença, no Solimões, e em Benjamim Constant, onde o rio Javari entra no Solimões. Dom Adolfo é missionário xaveriano, o primeiro bispo não-capuchinho, e está à frente da Diocese desde dezembro de 2014.


Os dados da Diocese são impressionantes: superfície de 131.614 km2, sete municípios imensos, com apenas oito extensas paróquias, 14 padres (sete seculares e sete capuchinhos) e umas 30 religiosas de diversas Congregações. Nas oito paróquias, existem 252 comunidades organizadas, urbanas e ribeirinhas, geralmente com suas capelinhas e um mínimo de organização pastoral.


A população é de 216 mil habitantes, dos quais 33% são indígenas e os demais são ribeirinhos e pertencentes a sete pequenas cidades. Os índios são de 12 etnias diferentes e estão distribuídos em 237 pequenas aldeias ao longo dos rios Solimões (127), Javari (54) e Içá (56). Os mais numerosos são os Tikuna, com cerca de 46 mil pessoas. Existem, ainda, pelo menos, 16 grupos indígenas isolados, sem contato com a “civilização”, sobretudo na área do rio Javari. A população indígena é urbana (12%) e rural (88%).


A maior parte da população é católica (56%). Ao todo, os evangélicos são 32% da população, sendo os grupos mais numerosos os da Assembleia de Deus e os Batistas. Mas também há numerosas outras denominações, inclusive dois grupos conhecidos apenas localmente: os “Israelitas”, que apenas observam o Antigo Testamento, e os “Irmãos da Cruz”, fundados por um dissidente católico e presentes especialmente entre os índios Tikuna.


Grandes desafios e urgências da Diocese são a formação de um clero próprio, a evangelização aprofundada do povo para se manter unido à Igreja e a formação de lideranças para as comunidades. Dificuldades maiores são as distâncias e a precariedade dos meios materiais para fomentar devidamente a vida e a missão da Igreja. A paróquia mais distante fica a quase 500 quilômetros da sede da Diocese, Tabatinga! O combustível representa uma despesa significativa para visitar as comunidades, sempre de barco.


Cardeal Odilo Pedro Sherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo

Publicado em O SÃO PAULO, na edição de 17/1/2018

http://www.arquisp.org.br/arcebispo/artigos-e-pronunciamentos/visita-a-igreja-na-amazonia

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Delegados do Regional Norte 1 - Amazonas e Roraima são enviados para o 14º. Intereclesial de CEBs





A coordenação regional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) promoveu na noite do dia 6 de janeiro de 2018 a missa de envio dos delegados que representarão o Regional Norte 1 no 14º Intereclesial de CEBs que será realizado na Diocese de Londrina, de 23 a 27 de janeiro deste ano. A celebração ocorrida na Igreja da Comunidade Nossa Senhora do Bom Parto, situada à rua Yanomami – Conjunto Juruá, Setor Alvorada, foi presidida pelo arcebispo Dom Sergio Castriani, e concelebrada pelo pároco da Paróquia Santa Cruz, Padre Celso Ferreira dos Santos.


Segundo a coordenadora Regional das CEBs, Nete Souza, ao todo irão 108 delegados das dioceses pertencentes ao Regional Norte 1 – Amazonas e Roraima, o bispo referencial das CEBs, Dom Zenildo Silva; o bispo de Roraima, Dom Mário Antônio; e o bispo de Itacoatiara, Dom Ionilton de Oliveira. “Pra gente é muito importante esse encontro de partilha de experiências, desafios e clamores. Vamos trabalhar a questão urbana, na qual temos grande experiência. É uma grande felicidade a gente ir representar nosso regional, e estamos indo com um número bem significativo”, afirmou Nete.


Durante a homilia, Dom Sergio afirmou que comunidade eclesiais são locais onde se vive a fé, onde há vida cristã, se prega o Evangelho e celebra a Eucaristia. “As CEBs são sal e luz na sociedade. E aos que vão para o Intereclesial que levem nossa experiência das comunidades de nossas periferias cheias de fé e de vida. Bom encontro a todos”, disse o arcebispo.


Ao final o arcebispo reuniu os representantes próximo ao altar e os abençoou e enviou para que bem representem o Regional Norte 1.








Sobre o 14. Intereclesial


O encontro é uma iniciativa das CEBs, organizações e pastorais populares que pensam a Igreja Católica a partir de seu compromisso com os pobres. Este ano tratará do tema “As CEBs e os desafios no mundo urbano” e lema “Eu vi, ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Êxodo, 3:7). E para 2018 são esperados cerca de 3.300 participantes.


O encontro intereclesial das CEBs terá uma metodologia de trabalho, baseada no método “Ver, Julgar e Agir. Para ampliar as reflexões dos desafios, o encontro terá 13 mini plenárias que vão discutir temas como acesso e condições de moradia; mobilidade urbana; formação e educação; acesso e participação na cultura e lazer; trabalho e emprego; juventude; ecologia; saúde e saneamento; violência e segurança; direito à comunicação; diálogo inter-religioso; movimentos e organizações sociais e populares; democratização e participação na política.


Por Ana Paula Lourenço

quinta-feira, 26 de outubro de 2017





A primeira Formação de Multiplicadores de Motivação e Articulação realizada pela Pastoral da Saúde Arquidiocesana, que reuniu agentes de pastoral da Arquidiocese de Manaus e de outras diocese do Regional Norte 1 - CNBB, no Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus (Cefam), desde a noite do dia 20 de outubro, deu continuidade às atividades no sábado (21/10) com palestras, grupo de trabalho e momento cultural, contando com a participação dos integrantes da Coordenação da Pastoral de Saúde Nacional e do Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani, que se pronunciou agradecendo a todos os agentes pelo importante trabalho que realizam junto aos enfermos, pois seguem o ensinamento de Cristo no cuidado aos doentes.

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Dom Roberto Francisco Paz, bispo referencial da Pastoral da Saúde, pela CNBB, iniciou o ciclo de palestras falando sobre a Conjuntura Eclesial Atual da Pastoral da Saúde. “Nós estamos aqui para defender o reino, defender a vida, defender o povo, para isso precisamos de espiritualidade para aguentar o trampo diante das situações desafiadoras, por isso necessitamos de uma pastoral profética, esperançosa, animadora”, disse o bispo. Na sequencia o Pe. Renato Prado, palestrou sobre a Dimensão Solidária - Assistência Religiosa ao Doente no Aspecto Bíblico e Psicológico.


Após o intervalo, as atividades retornaram trazendo para estudo a dimensão comunitária da pastoral em dois aspectos: A promoção, educação e campanhas, realizada por Alex Motta, coordenador nacional da Pastoral da Saúde; e Projeto da Farmácia Comunitária, tema ministrado pela Ir. Rosangela. A terceira e última dimensão foi abordada logo após o almoço, realizada por Antônio Pitol, vice-coordenador nacional da Pastoral da Saúde, que falou sobre Dimensão Político Institucional – Direito, Ética, Humanização no Controle Social. Na sequência foi a vez do Dr. Arlindo Gonçalves complementar o assunto ao falar sobre Defensoria Pública da Saúde.


Entre uma formação e outra, sempre tinha o intervalo para as refeições e dessa vez a pausa foi para reforçar os ânimos com a merenda da tarde, na volta para o auditório, o próximo tema foi Planejamento Organizacional, abordado pela formadora Marlene Salette, agente da pastoral vindo diretamente de Porto Velho, que explicou a importância de se planejar desde uma simples visita à um doente, até uma evento de médio e grande porte, encerrando com uma dinâmica de grupo, cuja a principal mensagem deixada foi a importância de se saber “pensar fora da caixinha”, de não ficarmos presos a velhos hábitos e opiniões formadas.


Depois os participantes foram divididos em grupos, para discutir a possibilidade de melhora da pastoral da saúde nas três dimensões: solidária (visitação), comunitária (prevenção) e política (participação das conferencias e conselhos de saúde). “Com esse trabalho em grupo, queremos analisar as possibilidades de melhoras e também as fragilidades, pois, em cima dessas apresentações vamos construir uma síntese que vai indicar encaminhamentos que a gente pode adotar como proposta de ação daqui para frente”, comentou Antônio Pitol, responsável por fazer o relatório final com base nos posicionamentos colocados por cada grupo.


Encerradas as atividades em grupo, foi realizado o sorteio de brindes entre os participantes do encontro que recebiam sua lembrança das mãos de algum membro da equipe da coordenação nacional da pastoral da saúde e, para finalizar o dia, foi realizado o momento cultural, com a apresentação musical de Paulinho Viana, levantador de toadas oficial da marujada de guerra Manaus, trazendo as melhores toadas dos bois Caprichoso e Garantido. “Vim com muito carinho contribuir para esse evento maravilhoso da pastoral, com toadas do boi azul e do vermelho, trazendo um pouco da cultura do nosso estado”, disse o cantor.

Texto:  Érico Pena
Fotos:  Érico Pena e Ana Paula Lourenço